sábado, 14 de janeiro de 2012

A hora e a vez do microempresário

O microempresário do DF tem motivos de sobra para sorrir e acreditar em um futuro melhor. Além de residir e optar por abrir um negócio em uma das poucas cidades do mundo que contam com uma secretaria exclusiva para assuntos dos micro e pequenos empreendedores – além dos individuais – ele agora tem cartilhas de serviços e programas voltados unicamente às suas necessidades.



A pasta em questão é a Secretaria da Microempresa e Economia Solidária do DF, que recentemente foi assumida pelo deputado distrital Raad Massouh (PPL). Já está em vigor a Lei nº 4.611/ 11, que regulamenta o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais de que trata a Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, conhecida como a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
“Nosso propósito dentro da secretaria é vir ao socorro do micro, do pequeno empresário e do empreendedor individual. Hoje nota-se claramente que eles necessitam de uma atenção especial porque podem empurrar a economia de modo significativo”, observa Raad Massouh.

Informalidade com os dias contados
Massouh revela que a Secretaria da Microempresa e Economia Solidária do DF aposta na capacitação para fazer com que os profissionais saiam do esquecimento e voltem a ter paixão pelo trabalho. “Treinar o empresariado gera uma reação em cadeia muito positiva. Você capacita um gerente, que por sua vez passa seus conhecimentos aos seus empregados, que os difundem na comunidade... Por fim você reduz os custos e tem um resultado satisfatório”, prevê.

O secretário lamenta que hoje os microempresários, em nível nacional, tenham uma trajetória de negócio tão perene. Dados do Sebrae revelam que, devido à falta de planejamento, os empresários de menor porte acabam desistindo de tocar o negócio frente às situações que decorrem de uma estruturação errada. Na visão de Raad, a informalidade ainda é a principal barreira na hora da regularização. Ele estima que hoje existam aproximadamente 150 mil microempreendedores legalizados no DF; porém, este número chegaria a quase 500 mil se fossem contabilizados os informais. “Muitos não sabem que a formalização custa pouco e vale muito”, alerta.

Sobre o programa Minha Empresa, Minha Vida, Massouh responde com uma metáfora: “Estamos com um bom avião na mão e temos que fazê-lo decolar e em seguida trafegar no chamado céu de brigadeiro, ou seja, sem problemas. Temos muito o que fazer, incentivar e dar condições aos micro e pequenos empresários a crescer, gerando assim emprego e renda em todo o Distrito Federal”, diz.

Em um aspecto macro, o programa envolve incentivo e fomento aos micro e pequenos empresários do DF, bem como aos microempreendedores individuais. Porém, subprogramas compõem a iniciativa de Raad Massouh, entre elas a ação itinerante denominada Tenda do Empresário. “Será uma tenda mesmo, fisicamente falando, onde estarão importantes parceiros para orientar os empresários. Destaco Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em termos de fomento e crédito de empréstimos a juros irrisórios, e Sebrae na assessoria técnica indispensável”, observa.

A primeira visita itinerante do projeto Tenda do Empresário está prevista para março. A cidade escolhida foi Sobradinho, após minucioso levantamento realizado por uma ação conjunta de secretarias do DF. “Nossa proposta é ficar um mês em cada região administrativa. Ofereceremos cursos de padeiro, doceiro, entre outros, e esperamos forte presença da comunidade”, finaliza.

Fonte:
DANIEL GUERRA
dguerra@jornaldacomunidade.com.br
  Redação Jornal da Comunidade


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